Da minha janela

Vista do trem

Da minha janela

Vejo casas pobres,

Pés descalços,

Roupas resgadas,

Vidas sem laços.

Vejo bocas vazias,

Vazias de comunicação,

Vazias de dentes,

Vazias de oração.

Vejo olhos tristes,

Sem emoção,

Secos puros

Sem expressão.

Da minha janela,

Vejo a natureza que dança,

Nuvens brancas, céu azul,

Muito verde, isso é esperança


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