A mão que alimenta o rato

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Um certo dia, D. Maria, tia do Aranha, estava varrendo seu quintal, quando viu um rato. D. Maria corria, pulava, gritava e o rato sumiu.


Depois de se acalmar, D. Maria foi ver da onde o rato surgiu. Tinha um buraco no chão e não era pequeno não, D. Maria ficou de tocaia esperando o ratão. No dia seguinte D. Maria já tinha se esquecido do bicho, quando de repente se viu com ele frente à frente. Ela ficou parada, sem movimentação, paralisada, ele era uma aberração.


D. Maria estava decidida, abriu a porta e lá estava ele. Ela pegou a vassoura, ficou em posição de duelo e se apresentou:

-Kid Limpeza!


O rato levantou as patas dianteiras as colocou na cintura e respondeu:

-Kid Esgoto!


D. Maria deu um grito e acordou. Até com o ratão ela sonhou.


Amanheceu o dia e para surpresa de D. Maria, lá estava o rato passeando no seu quintal. Aí ela se lembrou que tinha um veneno fatal. Misturou o veneno no arroz cozido e colocou na toca do rato.


À noite ela foi ver e a comida tinha sumido, aí ela pensou consigo, este já foi consumido.


Esse rato não saia na calada da noite, ele era diferente, saia no clarear do dia, na hora mais quente.


E quando no dia seguinte D. Maria acordou, novamente com o ratão se deparou.


Estagnada olhou, o ratão faminto comida à procurar e pensou, que veneno que nada, aquilo era vitamina A.


Colocou outro em seu lugar. Desta vez o veneno era mortal. À noite, a comida virou ar e ela pensou, agora será letal.


No outro dia decepcionada, D. Maria viu, o ratão faminto e regozijante e pensou, que veneno que nada aquilo era anabolizante.


D. Maria não conseguia o rato matar, por isso resolveu a ele se aliar. Afinal ele era bonitinho, nem parecia um ratinho.


Mas resolveu por em prática sua última tentativa, se não desse certo, do rato ficaria cativa.


No arroz soda caustica misturou, colocou na toca do rato e esperou.


Esperou 1 dia, 2, 3 dias, nada do rato aparecer e D. Maria no seu íntimo, sentiu-se

entristecer.

A mão que alimenta o rato,

com veneno o fez morrer.

Esta mão se arrepende do fato,

pois o rato só queria viver.

Texto retirado do Livro Os Contos do Aranha


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