O Diário de Alice 2ª Parte

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aquecer as mãos. Perguntei a ele se podíamos ir, ele disse para não me preocupar, pois ligara para minha casa avisando que eu iria chegar um pouco mais tarde. Ai eu me dei conta que estava longe da civilização, sozinha com ele e a disposição dos seus desejos e tentei sair, foi em vão, ele foi mais rápido. Pressionando meu corpo contra a porta, começou a acariciar meu pescoço com a língua fazendo desenhos circulares, o que me deixou com dificuldade para respirar, me fez deitar num tapete espesso no centro da sala, despiu-me e acariciou-me alucinadamente, com beijos e mordidas leves nas costas e perdi a noção do tempo. Quando chegamos a minha casa, já era tarde. No trajeto não conversamos. Eu não entendia o meu comportamento, o que havia acontecido para eu fazer aquilo. Lembrei-me do chocolate, só podia ser isso, ele colocara alguma coisa naquele chocolate. Não conseguia encará-lo. Não estava mais me reconhecendo, já fizera sexo com alguns namorados, mas nunca sentira aquela coisa louca, irracional, sem controle que ele havia despertado em mim. Só de pensar nos momentos passados juntos me fazia estremecer. Desci do carro em silêncio e absorvida em meus pensamentos, quando o Dr. Mazzonill me chamou. -Alice, esqueceu seu envelope. -Isso não é meu Dr. . Respondi constrangida. -Claro que é, tem seu nome. Entregou-me o envelope e concluiu: -Tenha uma boa noite! Esperou-me entrar em casa e partiu. No meu quarto abri o envelope e continha a documentação de um curso de edificações, pago. Um envelope menor contendo dinheiro e um bilhete, que dizia: “É importante para sua carreira profissional que você faça esse curso, o dinheiro é para você pagar sua autoescola”. “Beijos bem quentes a onde você preferir”. Acabei de ler e chorei. Chorei de raiva de mim e dele por achar que tudo pode quando se é rico. Um mês havia se passado, o curso começaria em alguns dias, não tinha certeza se deveria fazê-lo, aceitar o presente era assumir que estava de acordo com as atitudes dele. Na hora do almoço meu celular tocou, era ele. -Olá! Como tem passado? Estou ligando para te lembrar de que o seu curso começa em alguns dias. -Eu não vou fazer. Disse decidida a acabar com aquilo. -É uma pena, o curso é o seu perfil. E desligou. Querido diário, naqueles dias pensei muito sobre o assunto. Eu não tinha condições de pagar aquele curso e com ele poderia trabalhar em qualquer empresa de construção civil. Era um curso técnico de um ano. Ponderei e resolvi fazer. Fim de ano. A empresa teve um ano muito bom e isso era mais um motivo para comemorar. Os chefões não vieram para as festas de fim de ano, mas todos os funcionários ganharam um presente em dinheiro e em vídeo conferência nos parabenizaram pelo nosso desempenho em prol da empresa. Naquele dia saímos mais cedo. Estava indo em direção ao ponto de ônibus quando o celular tocou.

-Tem um táxi parado um pouco depois do ponto de ônibus, entra nele. -Eu não vou! -Agora! Não se atreva a dizer não. O motorista sabe o caminho. Fui em direção ao táxi, o motorista saiu e abriu a porta para mim. Que absurdo quem ele pensa que é, hoje eu termino com isso nem que eu tenha que pedir demissão. Não vou ficar a mercê de seus desejos, não vou. Pensei irritada, decidida a pôr um fim naquela história. Sem querer me transformei em amante de um dos chefões da empresa que trabalhava, que loucura. O táxi me deixou em frente a um condomínio de chácaras que ficava fora da cidade. Quando desci do táxi meu celular tocou. -Siga por esta estrada até encontrar um carro preto, então entra nele. Segui pelo caminho indicado e depois de alguns metros, avistei o tal carro. Estava tão irritada com a situação que entrei no carro e demorei alguns minutos para perceber que era ele quem dirigia. Seguimos em silêncio até encontrarmos um motel de beira de estrada, entramos. Não me contive e desabafei. -Quem o Dr. Pensa que é para invadir assim a minha vida, tomou posse do meu corpo sem me perguntar se era isso que eu queria. Transformou-me em sua amante como se isso fosse a coisa mais natural do mundo. Eu não quero isso para minha vida. Essa história louca termina aqui, vou pedir demissão.

Ele parecia surpreso com minha atitude, veio em minha direção, estava tão sério que me assustei e temi ser agredida por ele. Mas ao contrário do esperado ele me abraçou e com a voz rouca de paixão, disse: -Não faça isso, você é minha, toda minha! E começou a beijar-me, a princípio de forma delicada, depois sem poder controlar seu desejo, despiu-me quebrando assim a minha resistência, me fazendo sentir sensações diferentes das outras vezes e desistindo da minha decisão de acabar com aquela relação no mínimo estranha. Por algumas horas esqueci tudo. O prazer que sentia era maior que a sensatez e me deixei levar pelo desejo. Acordei com meu celular tocando, levei uns segundos para me lembrar de onde estava. O celular continuava tocando, olhei em volta e constatei que estava sozinha, atendi. -Olá, me desculpe por deixa-la sozinha, mas você precisava dormir mais um pouco. O motel já esta pago, um táxi irá te pegar daqui a meia hora. E guarde os envelopes que estão em cima da cama. Feliz dois mil e sete. E desligou. Em cima da cama havia três envelopes com meu nome. O primeiro que abrir continha os documentos e as chaves de um carro zero no meu nome e o local onde estava estacionado. O segundo tinha a escritura de um apartamento também em meu nome. E o terceiro, tinha dinheiro e um bilhete. “Casa nova precisa de mobília, feliz ano novo”. Querido diário fiquei apavorada, como aparecer em casa com um carro zero e um apartamento, aquele cara era maluco. Na hora marcada o táxi chegou. Fui pensando como resolver aquela situação. Se eu aceitasse os presentes, estaria assumindo a nossa relação e isso eu não queria. Nunca pensei que uma coisa dessas pudesse me acontecer, ser amante do meu chefe, sem querer. Uma semana depois resolvi conhecer o apartamento. Depois do expediente fui ao endereço e me dirigi ao porteiro. -Boa tarde! -Boa tarde senhora, em que posso ajuda-la? -Vim conhecer o apartamento trezentos e dois. -Ah, sim. A senhora é a dona Alice. Seu marido disse que a senhora estava viajando, ele não tinha certeza de quando a senhora viria aqui. Mas eu cuidei bem do seu carro. Eu e os outros porteiros gostamos muito de seu marido, ele parece ser muito legal. -Com certeza, ele é um amor. Era um prédio de oito andares, desenho contemporâneo. Um prédio muito bonito. Ficava afastado do centro, num bairro nobre da cidade. Com o atual salário daria para pagar um aluguel no prédio, mas com certeza ficaria com o orçamento apertado. Entrou no apartamento, olhou todos os cômodos, não era muito grande, mas era confortável. Cada apartamento tinha duas vagas na garagem e isso era bom, pois o carro ficaria ali até que eu resolvesse o que fazer com ele. Sai do prédio pensativa, precisava de uma solução para o apartamento. Os meses foram passando e nada do Dr. Mazzonill aparecer. Seis meses tinham se passado, quando soube que ele estava nos Estados Unidos, a esposa foi com ele e não tinham ...

Continua...


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 Antonio  Carlos Rodrigues

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Cássia Rodrigues

Sobre
 

Antonio Carlos Rodrigues casado com Rita de Cássia da Silva Rodrigues(Cássia Rodrigues) também escritora tem dois filhos, e dedica-se exclusivamente aos seus projetos literários.

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