A sogra Parte II

CONTO RECOMENDADO PARA MAIORES DE 18 ANOS.

Era o quarto do “tiozão” como ela o chamava, e ele estava fazendo sexo com a janela aberta e pior ele a viu. Voltou para o quarto trancou a porta. -Que cara depravado. Pensou. A manhã de domingo transcorreu tranquila a beira da piscina e a tarde ao se despedir daquele lugar lindo, sentiu uma pontinha de tristeza. Seis meses depois, o dia do casamento foi a maior festança. Ricardo não economizou em nada. Foi realmente a festa de casamento dos sonhos. Na manhã seguinte os noivos viajaram. Marielza assim que os noivos saíram se despediu dos empregados da casa, de Ricardo e também partiu. Cleber terminou a faculdade e logo a seguir veio o casamento. A empresa que trabalhava era multinacional e ele teve a oportunidade de crescer na empresa, para isso precisava fazer um curso que durariam dois meses na Alemanha. Falava todos os dias com Rose e com a mãe. Naquela noite Marielza depois de falar com Cleber, continuou a navegar na internet e já era muito tarde quando a campainha tocou insistentemente. -Quem será a essa hora? Colocou o roupão e desceu as escadas. A casa foi presente de aniversário dado por Cleber. Ela foi toda reformada, a decoração apesar de simples, era confortável e de muito bom gosto. Chegando ao hall, Marielza perguntou pelo interfone. -Quem é? -Boa noite senhora, sou taxista e estou aqui com um senhor chamado Ricardo ele me deu esse endereço e está um pouco alcoolizado. Depois de alguns segundos o portão se abriu, alguns metros a sua frente à porta já estava aberta. -A onde a senhora quer que o coloque? -Se não for pedir muito, poderia coloca-lo lá em cima, eu ajudo o senhor. Subir os quatorzes degraus carregando um homem daquele tamanho, não foi fácil, mas conseguiram. -Ele pagou a corrida? -Ah sim, e tem troco. -Por favor, fique com o troco. E obrigada pela ajuda. Desceram as escadas, se despediram e Marielza subiu. E lá estava ele indefeso, ela retirou lhe os sapatos, tentou virá-lo de lado, pois dormir alcoolizado de barriga para cima não era uma boa ideia. Mas ele era muito pesado e inconsciente era quase impossível movê-lo. Falando coisas incompreensíveis ele se virou derrubando Marielza na cama e cobrindo-a com seu corpo deixando-a impossibilitada de sair. Acariciando seu corpo bem devagar, sussurrou em seu ouvido palavras desconexas, sentiu seu corpo ser invadido por um membro rijo e não conseguiu fugir. Ele dormiu mantendo-a prisioneira de seu corpo. Marielza não soube por quanto tempo dormiram, mas acordou com novas carícias, mais quentes e ousadas, ela não sabia se ele tinha consciência do que estava fazendo, mas dessa vez foi diferente. Ás quatro horas e quinze minutos ela foi para seu quarto e ligou para Rose. -Alô! Atendeu Rose sonolenta. -Rose, por favor, vem aqui. Rose reconheceu a voz de Marielza, que estava chorando e respondeu acordando completamente. -Chego ai em quinze minutos. O trânsito àquela hora da madruga estava tranquilo e Rose chegou em dez minutos à casa de Marielza. Como tinha as chaves entrou e se dirigiu ao quarto da sogra. A porta estava fechada e embaixo dela, podia se ver a luz acessa. Rose bateu à porta, chamou por ela, entrou e encontrou-a sentada na cama aos prantos. -O que aconteceu dona Marielza? -Leva seu tio embora. Por favor! -Meu tio? O que ele está fazendo aqui? Quer me contar o que aconteceu? -Por favor, só tira o seu tio daqui. E não comenta nada disso com o Cleber. -Fique tranquila, vou tirá-lo daqui. Depois conversamos. Rose se dirigiu ao quarto ao lado a onde o tio dormia. Depois de algumas tentativas para acordá-lo, conseguiu. Ricardo não estava totalmente acordado, mas deu para chegarem ao carro e partiram. Marielza não teve coragem de contar nada para Rose. Contar o que? Eu fizera sexo duas vezes com o “tiozão” e que da segunda vez além de gostar, ainda participou. -Droga! Estou me odiando por isso. Pensou ela. Já eram cinco horas e vinte minutos, Marielza rolava na cama tentando dormir, mas as lembranças a impediam, seu corpo adormecido há tanto tempo foi acordado de uma forma abrupta, inesperada e justamente pelo “tiozão”, isso não era justo. Ás sete horas ela já estava de pé. Apesar da noite mal dormida, havia um brilho novo em seu olhar, estava simplesmente radiante. Três meses havia se passado sem que Marielza tivesse noticias de Ricardo. Cleber já estava de volta, foi promovido e queria comemorar com a família. -Rose vou convidar a mãe e o tio Ricardo para jantar. -Muito bom amor. Eu gostaria tanto que esses dois se entendessem. -Não sei se você já percebeu, mas quando eles estão juntos o ambiente fica muito carregado, a tensão entre eles é tão grande que acaba afetando quem esta em volta. -Eles não precisam morrer de amor um pelo outro, mas não precisavam ser tão antagônicos. -O jeito é marcar o jantar e que a noite passe rápida. Cleber e Rose só queriam que as pessoas que eles tanto amavam pudessem estar juntas, sem se alfinetarem com palavras o tempo todo. O jantar foi em um restaurante bem frequentado, sua especialidade eram os frutos do mar. Ricardo comia todo tipo de carne, contudo gostava mais de carne vermelha. Estava contando para Cleber a história da sua família, as atrocidades dos senhores de engenho e Marielza comentou: -O Senhor não seria diferente deles, se a escravidão não tivesse acabado. -Mãe! -E a senhora certamente, viveria no tronco. -Tio! -Podem parar com isso agora. Disse Cleber irritado. -Mãe peça desculpas. -Desculpe-me, “tiozão”. -Também te peço desculpas, “sogrinha”. -Sinceramente, vocês dois juntos não é uma boa ideia. Lamentou Rose. Depois disso o jantar transcorreu sem incidentes. Ricardo e Marielza evitaram trocar outras palavras ásperas, a noite começava ficar agradável quando Marielza passou mal. -Dona Marielza o que a senhora está sentido? Indagou Rose preocupada. -Eu estou bem foi só um mal estar. Já faz alguns dias que venho sentido isso, acho que foi alguma coisa que comi e não me fez bem. -Vou passar uns exames para vermos isso. A senhora está bem mesmo? -Tudo bem. A obrigada Rose. Apesar do jantar estar delicioso, Marielza achou melhor não comer mais nada. O jantar terminou tranquilo, Cleber e Rose levaram Marielza para casa e como só teria pacientes à tarde, Rose levaria a sogra para fazer os exames. Na hora do almoço no dia seguinte, Rose foi até a clinica pegar os exames da sogra, mas ao lê-los, perdeu o apetite e foi mostrar os resultados a ela. -Dona Marielza, sua glicose está controlada, seu colesterol está normal. E a senhora está grávida! CONTINUA


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